sábado, 9 de abril de 2022
O movimentado pátio da estação de Saracuruna no subúrbio da Leopoldina era utilizado tanto para a formação de trens cargueiro quanto de passageiros. Por ser uma estação entroncamento, havia transferência dos passageiros vindos de Barão de Mauá e estações ao longo do trecho tanto para Vila Inhomirm quanto para Guapimirim. Todas as composições que passavam pela estação convergiam para Barão de Mauá, de lá partiam os trens lotados de passageiros para Vila Inhomirim e Guapimirim, quem viesse no Vila Inhomirim e desejasse desembarcar em Bongaba Suruí, Magé, ou qualquer parada do ramal até Guapimirim teriam que fazer a baldeação em Saracuruna, senão, poderia seguir taranquilame na viagem entre Barão de Mauá e Guapimirim - o mesmo procedimento haveria de acontecer para aqueles passageiros que embarcassem em Barão de Mauá no trem para Guapimirim, estes teriam que fazer a transferência em Saracuruna. Com a tardia chegada da eletrifição do trecho Gramacho-Sarcuruna em 2000, um pouco de conforto, os trens elétricos climatizados desde então partem da estação até o terminal Dom Pedro ll (que foi renomeado como Central do Brasil, enquanto o terminal Barão de Mauá da antiga Leopoldina foi completamente abandonado) o pátio de Saracuruna foi todo modificado e erguido a nova estação. Com este advento, Saracuruna passou a ser definitivamente uma estação terminal, e ponto inicial dos trens da bitola métrica da antiga Leopoldina. Dali partem as composições para Vila Inhomirim e Guapimirim. Infelizmente, os trens que circulam nestes trechos não oferecem o mínimo de conforto aos passageiros dois dois ramais; a SuperVia, empresa concessionária que administra esse sistema de bitola métrica não promove melhorias, estando as linhas cobertad pelo mato e as estações ao logo dos trechos e paradas sujas e abandonadas, servindo assim de abrigo para mendigos, desocupados e usuários de drogas. As composições carecem de renovação da frota e são tracionadas por locomotivas adquiridas no final da década de 1950.
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